Porto-alegrense, Jorge Barcellos construiu sua formação em escola pública e na UFRGS, onde cursou História, mestrado e doutorado em Educação. Foi servidor público e atuou em pesquisa histórica, projetos culturais, memória institucional, educação cidadã e produção editorial, desenvolvendo uma trajetória ligada à cidade, à escola pública e à reflexão sobre cultura e subjetividade. Ao longo da carreira, publicou livros, colaborou com veículos de imprensa e coordenou iniciativas educativas e culturais em instituições públicas. Aposentou-se e vive em Cidreira onde escreve seus livros e presta consultoria no campo editorial.
Origens
Nascido em 8 de setembro de 1964 em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, é casado com Denise Barcellos e tem um filho, Eduardo Machado. De origem humilde, Jorge Barcellos cresceu entre casas alugadas por sua mãe em Porto Alegre, entre os bairros Santana e Bom Fim, o que o obrigava trocar de escolas públicas no ensino fundamental. Sua história está contada em seu livro "Sem indicação de importância" (Clube dos Autores, 2025). Concluiu o ensino secundário no Colégio Júlio de Castilhos.
Atividade profissional
Ingressou no serviço público por concurso em 1984, primeiro na Prefeitura e, após, no ano seguinte, na Câmara Municipal de Porto Alegre. Foi graças à legislação de apoio ao servidor estudante que pôde cursar História na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, graduando-se na Licenciatura, em 1987, e no Bacharelado, no ano seguinte. Foi em 1996 que conheceu sua esposa, a socióloga Denise Barcellos, então servidora pública da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Após a conclusão de seu mestrado, Barcellos obteve uma cessão funcional para a Secretaria Municipal de Cultura, na então gestão de Luis Pilla Vares. Ali trabalhou no Museu Joaquim José Felizardo com Flávio Krawczyk, Pedro Rubens Vargas e Paulo Muniz (in memorian), no Centro de Pesquisa Histórica, com Marion Kruse Nunes, e no Centro Cultural Usina do Gasômetro, com Luis Fernando Schuller. Nesse período, publicou volumes do projeto Memória dos Bairros "Santa Rosa" e "Glória", produziu exposições do MJJF e seminários internacionais com Agnes Heller e Michel Mafessoli, entre outros grandes pensadores. Nesta época, recém-saído da pós-graduação, retornou ao trabalho de campo, onde se aprofundou na produção cultural em instituições.