Próximos lançamentos de Jorge Barcelos
Próximos lançamentos de Jorge Barcelos
Em "Cidreira é um bom lugar para passar o fim do mundo", seu 30º livro, o historiador Jorge Barcellos, agora aposentado, mergulha na vida à beira-mar gaúcha. Reunindo os ensaios publicados na plataforma Sler, revela a história, os paradoxos cotidianos e a visão crítica e serena de viver à beira-mar em tempos de conflitos mundiais. Ele convida o leitor a refletir sobre a praia não como escape ilusório, mas como refúgio terminal, onde ondas são a metáfora necessária para a última atitude revolucionária: é preciso produzir uma ressaca para combater o capital, como as águas que enfrentam as pedras.
A obra é organizada em 3 capítulos, nos quais o autor reúne 14 ensaios em que explora a geografia, a humanidade e o pensamento que a Praia de Cidreira, no litoral gaúcho, inspira. Fundamentando-se em autores como Slavoj Zizek, Paul Virilio, Jean Baudrillard e Byung-Chul Han, entre outros, Barcellos retrata a conquista do litoral e a organização da vida cotidiana à beira-mar, em Cidreira. O autor culmina com uma pergunta provocadora: por que a praia humaniza o colapso? Para o autor, a praia hoje é o último refúgio da predação capitalista, como a que descreve em “Porto Alegre: das origens à predação neoliberal”, recentemente publicado. Portanto, em uma época de destruição sem limites e com o anúncio de conflitos e guerras internacionais por fontes de energia, a vida em uma praia ainda sugere uma atitude positiva, servindo como uma obra destinada a amantes de filosofia, história litorânea e narrativas existenciais.
Em "Lugares para passar o fim do mundo: Lisboa", seu 32º livro, o historiador Jorge Barcellos, agora aposentado, relata os perrengues de uma viagem a Lisboa. Reunindo os ensaios publicados na plataforma Sler, revela a história, os paradoxos cotidianos e a visão crítica e serena de morar em um apartamento de plataforma em tempos de turismo de massa. Ele convida o leitor a refletir sobre as cidades turísticas não como escape ilusório, mas como refúgio terminal, em que a massificação do turismo é uma metáfora necessária para a última atitude revolucionária: é preciso estar diante da massificação do turismo para se dar conta da necessidade de combater o capital.
A obra é organizada em 4 capítulos, nos quais o autor reúne 12 ensaios em que explora a geografia, a humanidade e o pensamento que Lisboa, em Portugal, inspira. Fundamentando-se em autores como Slavoj Zizek, Paul Virilio, Jean Baudrillard e Byung-Chul Han, entre outros, Barcellos retrata a organização da vida cotidiana no turismo das megalópodes. Ele também mostra a transformação das habitações populares em habitações de plataforma e a consequente expulsão de seus moradores. Além disso, aborda a repetição turística como produção de uma nova espécie de tédio. O autor culmina com uma pergunta provocadora: por que o turismo mata nossas melhores cidades? Para o autor, os destinos turísticos não passam de outro refúgio da predação capitalista, e talvez, ao fim do mundo, como retratado em seu primeiro volume, sobre Cidreira, não seja tão ruim assim. Portanto, em uma época de destruição sem limites e com o anúncio de conflitos e guerras internacionais por fontes de energia, a fuga que um destino turístico oferece pode ser apenas outra forma de viver uma guerra em que as vítimas são os cidadãos do lugar .